Evolução Humana

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O FUTURO DO HOMEM

Denomina-se Psicologia Evolucionista. É uma área científica oriunda da biologia evolutiva que recebe contributos muito importantes da genética, da antropologia, da zoologia, da etologia, da ecologia comportamental, da arqueologia e da inteligência artificial. Está intimamente ligada à sociobiologia. Para a psicologia evolucionista a mente é um conjunto de adaptações psicológicas, ou mecanismos psicológicos desenvolvidos ao longo da evolução humana que favorecem a sobrevivência e a reprodução.
Recentemente (Fev 2007), a revista Science et Vie publicou um excelente trabalho sobre a nossa capacidade de adaptação ao mundo actual - um mundo que tem sido profundamente marcado por sucessivas vagas de transformações técnicas, sociais e culturais (Alvin Tofler definiu três: a da agricultura, a da industrialização e a da informação).
O estudo - que envolveu uma ronda por uma série de centros de investigação e reputados cientistas - alerta para o facto do nosso cérebro estar, afinal, preparado para um mundo que já não existe. Eles apontam os comportamentos violentos, o gosto pelo risco e o medo de perder como alguns dos exemplos mais representativos das pré-disposições formatadas durante a pré-história do nosso cérebro e que ainda se conservam intactas.
Eis, por conseguinte, um tema que tem levado muitos cientistas a debruçarem-se sobre a história do cérebro. Na verdade, o cérebro humano está mais preparado para resolver problemas idênticos aos que se colocavam aos homens pré-históricos do que outros mais próprios de uma civilização social e tecnologicamente avançada. Isto porque, embora o desenvolvimento tenha acelerado nos últimos 150 anos, o cérebro não acompanhou essa evolução pois está igual ao dos hominídeos que viveram no período Pleistoceno (um tempo recuado da história situado entre 1,8 milhões de anos e 9 mil anos antes de Cristo).
Segundo os cientistas que trabalham em Psicologia Evolucionista, o nosso cérebro evolui lentamente sendo necessários entre 20 mil e 200 mil anos para adquirir características biológicas novas provocadas pela pressão do meio.
Nem tudo são más notícias porque, felizmente, ele possui uma fantástica particularidade que nos ajuda na adaptação ao mundo: a neuroplasticidade sináptica, isto é, uma capacidade inerente aos neurónios que lhes permite serem activados ou remodelados através da "aprendizagem". Graças a esse processo, o cérebro é capaz de modificar as redes de neurónios mobilizando as células nervosas que estejam inactivas e criando e modificando as ligações entre si. Ou seja, apesar da antiguidade das estruturas cerebrais, ainda há um grande espaço de manobra e por isso a sociedade humana tem-se mantido em constante transformação.
A verdade é que muitos dos nossos comportamentos de risco, medos, agressividade e outros que muitas vezes classificamos de "primitivos" e desajustados das sociedades ditas evoluídas não diferem daqueles que os nossos longínquos antepassados desenvolveram para serem capazes de sobreviver num mundo hostil e desconhecido. Continuamos a ser uma espécie violenta, por exemplo.
Então o nosso cérebro é igual aos dos nossos antepassados de há 200 mil anos ou mais? É. Vai evoluir? Sim. Quando vamos sentir diferenças acentuadas? No mínimo, daqui por uns 20 mil anos ou mais...




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